Jogos Olímpicos de Verão de 2016

Jogos Olímpicos de 2016 oficialmente Jogos da XXXI Olimpíada, mais comumente Rio 2016, é um evento multiesportivo realizado no segundo semestre de 2016, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.

A escolha da sede foi feita durante a 121ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional, que aconteceu em Copenhague, Dinamarca, em 2 de outubrode 2009. Os Jogos Paralímpicos de Verão de 2016 serão sediados na mesma cidade e organizados pelo mesmo comitê.[1]

Esta é a primeira vez que os Jogos Olímpicos de Verão são realizados sob a presidência de Thomas Bach.[2] Também é a primeira vez que as Olimpíadas são sediadas na América do Sul e a segunda vez na América Latina, depois da Cidade do México 1968. É ainda a terceira vez que acontecem no hemisfério sul, depois de Melbourne 1956 e Sydney 2000. Além disso, é também a oitava vez que o Brasil sedia um grande evento multiesportivo.[3]

O evento ocorre entre os dias 5 e 21 de agosto de 2016 e as Paralimpíadas serão entre 7 e 18 de setembro do mesmo ano. O local de abertura e encerramento será no Estádio do Maracanã, sendo a primeira vez, desde os Jogos Olímpicos de Verão de 1900 que a Cerimônia de abertura aconteceu num local diferente de onde serão realizadas as competições de atletismo. Serão realizadas 306 disputas de medalhas em 28 modalidades, duas a mais em relação aos Jogos Olímpicos de Verão de 2012. O Comitê Executivo do COI sugeriu as inclusões do rugby sevens e do golfe,[4] e foram aprovados durante a 121ª Sessão.[5]


DOWNLOAD PDF Completo dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016


Dados
Países participantes 206
Slogan Um mundo novo
País anfitrião  Brasil
Atletas 12.500 (estimado)
Eventos 28 modalidades
Cerimônia de abertura 5 de agosto
Cerimônia de encerramento 21 de agosto
Abertura oficial Presidente Interino Michel Temer
Juramento do atleta Robert Scheidt
Juramento do árbitro Martinho Nobre
Tocha Vanderlei Cordeiro de Lima
Estádio principal Estádio do Maracanã

Mascotes

Ver artigo principal: Vinícius e Tom

(Moderado)

Vinícius e Tom, os mascotes oficiais dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paralímpicos de Verão de 2016

Em 23 de novembro de 2014 foram anunciados as mascotes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos durante o programa Fantástico, da Rede Globo.[43]Representando a fauna e flora brasileiras, o primeiro é uma mistura de todos os animais e possui a característica de se esticar o quanto quiser, pular bem alto e imitar o som de qualquer animal e representa as Olimpíadas. O segundo é uma mistura de todas as plantas das florestas brasileiras, conhece os segredos da natureza e sabe que com criatividade, inteligência e vontade pode chegar aonde quiser. Representa as Paralimpíadas.[44]

Após a divulgação oficial foi aberta uma votação popular pela internet para a escolha dos nomes das mascotes. Dentre as três opções estavam Vinicius e Tom, Oba e Eba e Tiba Tuque e Esquindim.[43] Em 14 de dezembro de 2014, foi escolhido o nome Vinícius e Tom, com 44% dos votos.[45] A escolha homenageia os músicos Vinicius de Moraes e Tom Jobim, dois expoentes da bossa nova e autores de Garota de Ipanema, uma das canções brasileiras mais conhecidas no mundo.[46]

Vinicius é o nome do mascote olímpico e Tom do paralímpico.[47]

Ingressos

Os preços dos bilhetes foram anunciados em 16 de setembro de 2014 e tudo será vendido em reais (R$). Um total de 7,5 milhões de bilhetes serão vendidos; 200 mil bilhetes menos em comparação aos Jogos Olímpicos de Verão de 2012, porque o tamanho de muitas arenas é menor. Os preços dos ingressos variam de 40 reais para muitos eventos até 4.600 reais para os assentos mais caros na cerimônia de abertura. Cerca de 3,8 milhões desses bilhetes estarão disponíveis a menos de 70 reais.[48][49] Apesar do esforço de deixar os ingressos a preços razoáveis, a crise econômica brasileira pode afetar a presença do público brasileiro nos jogos olímpicos no Rio de Janeiro. Segundo dados da Kantar Worldpanel, 83% dos brasileiros provavelmente não estarão presentes em nenhum evento das Olimpíadas 2016. O principal desafio para conseguir ir aos jogos é a falta de dinheiro para investir nesse momento de lazer, motivo dado por 60% dos entrevistados. Existem também aqueles que moram em outro estado e acham que o deslocamento para o Rio de Janeiro pode complicar a logística para acompanhar os jogos (42% dos respondentes). Apenas 24% declararam achar os ingressos caros[50].

Organização

Medalhas

 

As medalhas criadas para os Jogos de 2016

No dia 14 de junho de 2016 as medalhas foram apresentadas ao público pela primeira vez, numa cerimônia realizada na Arena do Futuro.[58]Pesando 500 g, as medalhas distribuídas no Rio 2016 são as maiores e mais pesadas da história dos Jogos de Verão. A de ouro tem 494 g de prata (metal) com 92,5% de pureza e 6 g de ouro, com 99,9% de pureza. A de prata tem 500 g de prata. A de bronze, com 40% de cobre reutilizado da própria Casa da Moeda, tem 475 g de cobre (97%) e 25 g de zinco (3%).[58]Além disso, as peças de ouro são 100% livres de mercúrio, e as de prata e bronze contam com 30% de material reciclado em sua composição. Já a fórmula da fita que prende as medalhas nos pescoços dos atletas é produzida com 50% de garrafas PET recicladas. Por fim, o estojo que guarda as preciosidades é feito de madeira produzida em áreas com atividade ambiental sustentável e socialmente responsável.[59] Seu tamanho, 85 mm, é o mesmo das dos Jogos de Londres 2012.[60]

Pela primeira vez na história elas têm o centro ligeiramente mais alto que as bordas.[59] Será a primeira vez também que as medalhas paralímpicas contam com guizos. Elas emitem sons diferentes para as medalhas de ouro, prata e bronze, trazendo uma experiência sensorial para os vencedores da Paralimpíada.[58]

As medalhas olímpicas mantiveram o padrão dos últimos Jogos, com a deusa da vitória, Nike, no centro do Estádio Panatenaico, na Grécia. Ao fundo, aparece a acrópole. No outro verso, uma coroa de louros gigante rodeia a logo da Rio 2016. A paralímpica é diferente, com a logo dos Jogos Paralímpicos de um lado e no outro inscrições em braille.[58]

Pódio olímpico e cerimonial de premiação

Equipe estadunidense com Michael Phelps

após ganhar a medalha de ouro no revezamento 4 por 200m

Sobre o pódio olímpico, pela primeira vez na história dos Jogos a natureza aparece, tanto no pódio olímpico quanto no paralímpico.[58] Eles são feitos de madeira de pinheiro (Pinus eliote) e enfeitados com mangue de praia (Clusia fluminensis) e outras plantas representando a biodiversidade brasileira. De acordo com os criadores, o design das plataformas permite que elas sejam reutilizadas como móveis após os Jogos.[59] O Comitê Rio 2016 optou por não entregar ramos de flores aos medalhistas como era tradição em edições anteriores das Olimpíadas. Cada um dos medalhistas irá ganhar, além da medalha, uma edição especial do mascote Vinícius e uma escultura em 3D do logotipo dos Jogos.[60]

No dia 25 de julho de 2016, a organização do Rio 2016 divulgou como serão feitas as cerimônias de premiação. Os medalhistas serão recebidos no pódio com três diferentes tipos de música e de vestimentas (estas assinadas pela estilista carioca Andreia Marques), [61] escolhidas de acordo com a modalidade.[62] A ideia é da diretora de apresentações esportivas do Comitê Rio 2016, Christy Nicolay, que explicou a escolha. As músicas são divididas em três estilos: tradicional, popular e descolada. A tradicional será tocada em premiações de esportes como hipismo e esgrima, e as pessoas utilizarão roupas mais formais, como blazers.[63] Já em esportes populares, como futebol, basquetebol e voleibol, as vestimentas serão mais descontraídas, acompanhadas de uma levada mais animada. Para a descolada, foram escolhidos roupas mais informais, que farão a integração com uma música com características do funk brasileiro, sendo apresentadas em cerimônias de voleibol de praia e do ciclismo BMX.[63]

Os jogos

Cerimônia de abertura

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 ocorreu na noite de 5 de agosto no Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, a partir de 20:00 (23:00 UTC).[64] Foi a primeira vez, desde os Jogos Olímpicos de Verão de 1900 que a Cerimônia de abertura aconteceu num local diferente de onde foram realizadas as competições de atletismo.

Como estipulado pela Carta Olímpica, o processo combinou a abertura cerimonial formal deste evento desportivo internacional (incluindo discursos de boas-vindas, içar das bandeiras e do desfile de atletas) com um espetáculo artístico para mostrar a cultura do país anfitrião. Cerca de 78.000 espectadores testemunharam a cerimônia de abertura ao vivo do Estádio do Maracanã.[65]

Os diretores de criação para a cerimônia foram Fernando Meirelles, Daniela Thomas e Andrucha Waddington.[66] Deborah Colker, a primeira latino-americana a dirigir um espetáculo do Cirque de Soleil e tambéma mais famosa coreografa do país , preparou um elenco de mais de 6000 voluntários para dançar na cerimônia de abertura. Os ensaios começaram no final de maio de 2016.[67]

Para encerrar o revezamento da tocha olímpica, no final da cerimônia de abertura, Gustavo Kuerten trouxe a tocha ao estádio, passou a chama olímpica para Hortência Marcari, que retransmitiu a tocha para Vanderlei de Lima, medalhista de bronze da maratona nos Jogos Olímpicos de Verão de 2004 e único brasileiro consagrado com a Medalha Pierre de Coubertin.[68]

Controvérsias

 

Marina da Glória , local de competições de vela

Ver artigo principal: Controvérsias sobre os Jogos Olímpicos de Verão de 2016

Quase 1.400 atletas velejarão nas águas da Marina da Glória na Baía de Guanabara, nadando na praia de Copacabana e praticando canoagem e remo nas águas insalubres da Lagoa Rodrigo de Freitas. Em julho de 2015 aagência de notícias Associated Press encomendou quatro rodadas de testes da qualidade da água em cada um desses locais de competições, e também na água que alcança a areia da praia de Ipanema, que é muito frequentada por turistas, mas onde não será realizado nenhum evento olímpico. Os resultados dos testes indicaram altas contagens deadenovírus, rotavírus, enterovírus e coliformes fecais em algumas amostras. Esses são vírus conhecidos por causar doenças estomacais, respiratórias e outras, incluindo diarreia aguda e vômitos, além de doenças cerebrais e cardíacas, que são mais graves, porém mais raras. As concentrações dos vírus foram aproximadamente as mesmas que são encontradas no esgoto puro. A Lagoa Rodrigo de Freitas, que foi declarada segura para remadores e canoístas, apresentou as águas mais poluídas dos locais de competições, com resultados que variam de 14 milhões de adenovírus por litro no extremo inferior a 1,7 bilhão por litro no extremo superior.[89]

 

Forte de Copacabana , que receberá as competições de ciclismo , maratona aquática and triatlo

Segundo a organização Anistia Internacional, depois que o Rio foi escolhido para sediar os Jogos, mais de 22 mil famílias foram desalojadas, segundo dados apresentados pela Prefeitura do Rio de Janeiro, sendo que a Vila Autódromo se tornou o caso mais emblemático. As remoções causam enorme impacto social, principalmente entre as crianças, quando elas ocorrem sem o devido encaminhamento e indenizações. No entanto, violações de direitos humanos ligadas a grandes eventos esportivos não são um fato isolado no Brasil, mas mais um exemplo de que grandes eventos esportivos realizados em países com histórico grave de abusos tendem a exacerbar violações que já ocorrem, como foi em Pequim 2008, Sochi 2014, Baku 2015 e Qatar 2022.[90] O sociólogo britânico David Goldblatt , autor deThe Games: A Global History of the Olympics (“Os Jogos: Uma História Global das Olimpíadas”, em tradução livre), também lembra que mais de 800 mil pessoas foram alvo de remoções forçadas antes dos Jogos Olímpicos de Verão de 1988, realizados em Seul, na Coreia do Sul.[91]

Em 2014, a Operação Lava Jato, uma investigação da Polícia Federal do Brasil, descobriu a lavagem de dinheiro sem precedentes e de corrupção na empresa estatal de petróleo Petrobras. No início de 2015, uma série de protestos contra a suposta corrupção por parte do governo da presidente Dilma Rousseff começou no Brasil, desencadeado por revelações de que numerosos políticos estavam envolvidos no caso Petrobras, resultando em manifestações massivas em todo o país, envolvendo milhões de manifestantes,[92] tanto anti e pró-Rousseff.[93][94] Ao mesmo tempo, o Brasil enfrenta sua pior recessão econômica desde a década de 1990, levantando questões sobre se o país está adequadamente preparado para os Jogos de encontro a um contexto político e econômico volátil. De acordo com um porta-voz da OCDE a recessão brasileira vai durar até 2018 e só pode ser resolvida por novas eleições.[95] Em 12 de maio, a presidente Dilma Rousseff foi destituído de seus poderes e deveres por 180 dias, após uma votação de impeachment no Senado Federal, portanto, o vice-presidente Michel Temer será presidente interino durante os Jogos.[96]

Caça F-5EM Tiger II da Força Aérea Brasileira durante um treinamento de interceptação aérea para os Jogos

Desde a concessão das Olimpíadas de 2016 ao Rio de Janeiro, os problemas de criminalidade da cidade têm recebido mais atenção. Um helicóptero da polícia foi abatido em uma favela carioca durante uma das muitas guerras contra o narcotráfico na cidade e o piloto foi morto no incidente.[97] O prefeito do Rio admitiu que existem “grandes problemas” enfrentados pela cidade, mas garantiu a segurança do evento. No entanto, ele também disse que tais preocupações e questões foram apresentados ao COI durante todo o processo de licitação.[98] A estimativa é de que cinco mil homens daForça Nacional de Segurança Pública e 22 mil oficiais das Forças Armadas(14,8 mil do Exército, 5,9 mil da Marinha e 1,3 mil da Aeronáutica), além do contingente fixo do Rio de Janeiro, atuem durante os Jogos Olímpicos.[99]No entanto, apesar das promessas para aumentar a segurança, ainda existem preocupações de segurança na cidade. A Anistia Internacionalaponta ainda que no Rio, em 2015, um em cada cinco assassinatos foi cometido pela polícia, sendo que as vítimas são, em sua maioria, jovensnegros moradores de favelas e periferias.[90]

Devido aos recentes atentados realizados em outros países, casos da França e da Bélgica, e ao maior número de adesões de brasileiros à ideologia do Estado Islâmico, em abril de 2016 a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) elevou o grau de risco de ataque do EI durante as Olimpíadas.[100] No dia 21 de julho de 2016, a Departamento de Polícia Federal deflagrou a Operação Hashtag onde foram presas 12 pessoas, supostamente militantes de uma célula do Estado Islâmico no Brasil. Esse grupo vinha sendo monitorado em redes sociais, sobretudo via Facebook eTwitter, e por aplicativos de troca de mensagens, e foram presos acusados de planejar um atentado terrorista durante a Olimpíada.[101]

Vila Olímpica do Rio de Janeiro 2016

A Vila Olímpica do Rio de Janeiro 2016 tem sido descrita como o maior da história das Olimpíadas. No entanto, algumas delegações consideraram a vila como “inabitável” e “insegura” devido a grandes riscos de colapso dos sistemas de encanamento e eletricidade apenas 15 dias antes do início dos Jogos Olímpicos. Sanitários entupidos, vazamento de tubulações, fiação exposta, escadas escuras onde não há iluminação instalada e pisos sujos estavam entre os problemas relatados em alguns dos apartamentos no complexo. A equipe olímpica australiana boicotou a vila nos dias iniciais por considerar o seu bloco de apartamentos inabitável. Uma equipe de mais de 500 funcionários do comitê olímpico local trabalharam para corrigir os problemas relatados pelas delegações.[102] A organização dos Jogos Olímpicos admitiu a possibilidade de ter havido casos isolados de sabotagem por funcionários durante a fase de construção da Vila que recebeu os atletas durante o Rio 2016.[103]

Ciclovia Tim Maia

Um surto em curso do vírus Zika transmitida por mosquitos no país tem levantado temores sobre seu potencial impacto sobre os atletas e visitantes. Os organizadores planejam realizar inspeções diárias de locais olímpicos para evitar poças de água estagnada que permitem que os mosquitos para se reproduzir.[104] A transmissão do vírus Zika também foi atribuída ao tratamento de esgoto ineficiente na cidade.[105] Em maio de 2016, um grupo de 150 médicos e cientistas enviaram uma carta aberta à Organização Mundial de Saúde (OMS) convidando-a ter “uma discussão aberta e transparente sobre os riscos da realização do Jogos Olímpicos como planejados no Brasil”. A OMS, no entanto, rejeitou o pedido, afirmando que “cancelar ou alterar o local dos Jogos Olímpicos de 2016 não vai alterar significativamente a propagação internacional do vírus Zika” e que não havia “nenhuma justificação de saúde pública” para adiar o evento.[106][107][108]

Em novembro de 2015, equipe de atletismo da Rússia foi provisoriamente suspensa de todas as competições internacionais de atletismo pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) após um relatório da Agência Mundial Anti-Doping (WADA) concluir que havia um amplo programa de dopagem no país.[82] Em 18 de julho de 2016, uma investigação independente encomendada pela WADA informou que Ministério dos Esportes e o Serviço Federal de Segurança da Rússia tinham operado um sistema “ditado pelo Estado” para implementar um amplo programa de doping e para encobrir amostras positivas. Com base na constatação de o Comitê Olímpico Internacional (COI) pediu uma reunião de emergência para considerar o banimento da Rússia dos Jogos Olímpicos de Verão.[109] O COI decidiu contra a proibição da participação da Rússia e, em vez disto, decidiu estabelecer requisitos adicionais e mais rigorosos para todos os participantes russos entrarem nos Jogos.[110] Em 1 de agosto de 2016, dos 387 atletas declarados pela Rússia para a competição, pelo menos 117 foram removidos por causa de doping.[111]

Legado

De acordo com o resultado de um estudo do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social), coordenado pelo seu diretor, o economista Marcelo Neri, e divulgado na semana da cerimônia de abertura dos Jogos, os indicadores econômicos e sociais evoluíram melhor no município do Rio de Janeiro do que no resto do estado ou do Brasil, desde que a cidade foi escolhida como sede dos Jogos de 2016. Das 27 capitais e 9 regiões metropolitanas pesquisadas, foi no Rio que a renda individual do trabalho mais cresceu desde 2013. Entre 2008 e 2016, a renda per capita cresceu 30% na cidade contra 18% nos outros municípios da grande Rio. A desigualdade também nunca esteve tão baixa na cidade na série histórica e não piorou mesmo com a crise econômica do país e do governo do estado. Com base em dados do IBGE, a pesquisa também comparou a evolução nos períodos pré e pós anúncio da Olimpíada em 38 indicadores de 7 áreas: habitação, educação, trabalho, transporte, inclusão digital, serviços públicos e desenvolvimento social. A cidade do Rio historicamente evoluiu muito pior do que os demais municípios do estado em todos os indicadores comparáveis entre 1970 e 2012, mas no período pós escolha como sede, a cidade melhorou mais do que a média na maioria dos números. Entre 2008 e 2016, por exemplo, a pobreza (considerando renda de R$ 206/mês) caiu de 5,71% para 2% da população da cidade e os anos de estudo foram de 7,91 para 8,67 anos.[112]

No entanto, dois retrocessos foram verificados: o tempo médio de viagem entre a casa e o trabalho aumentou de 41,4 para 46,8 minutos e as horas perdidas no transporte, comparadas com o salário médio, foram de R$ 17 para R$ 42 por semana. Ambos os índices são enquadrados na área de mobilidade urbana, um dos mais incensados como legado dos Jogos, mas os dados prévios da abertura dos corredores BRT e de uma nova linha do metrô . Os índices no agregado também não englobam o efeito pontual de fenômenos relacionados aos Jogos como as remoções forçadas, segregação urbanística, brutalidade policial e corrupção (ver acima).[112]

brasil, rio 2016, foto, capa

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